Bruno Isboli

Acosta, apesar de só aparecer agora com algum destaque no futebol brasileiro, já é rodado. O meia, apelidado de Lula Molusco, já tem 30 anos e rodou por vários times obscuros no futebol uruguaio. Até que foi contratado no ano passado para defender o Náutico, recém promovido à divisão de elite do futebol brasileiro. Acosta logo caiu nas graças da torcida e foi um dos principais responsáveis pela arrancada do Timbu no nacional, livrando o time do rebaixamento. Boas atuações e a vice-artilharia do campeonato premiaram o meia com uma transferência para o Corinthians.
A fraca estréia contra o Guarani e a desastrosa exibição contra o São Caetano, onde Acosta, atuando como centroavante, fez um gol contra, fizeram com que ele recebesse vaias e criticas da fiel torcida. A partida contra o Jundiaí mudou completamente. Acosta voltou para o meio campo, preenchendo o espaço que antes Marcel e Alessandro não conseguiam assumir. Armou o time, distribuiu passes e aparecia como elemento surpresa na cara do gol. Apesar de escalado na frente, Acosta percebeu que renderia como no Náutico, vindo de trás e, apesar da grande estatura, o uruguaio mostra que é um autêntico camisa 10, coisa cada vez mais rara no Brasil. Se a cada partida o meia entrosar com o time e entrar em forma, estaremos diante de um grande ídolo da nação corinthiana, ídolo que a torcida está carente a muito tempo.
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